
Outro dia, estava na Avenida Angélica esperando o ônibus e acabei trocando algumas palavras com um mendigo. Um senhor que iniciou o assunto pedindo um trocado e entre outras coisas, falamos sobre sapatos furados e lavar roupas na mão. Nesse momento, foi quando deixei de me incomodar com seu odor ácido e comecei a observar a lucidez com que seus olhos falavam com os meus.
O fato é que em determinado momento, ele soltou a máxima: "Pois é, sou feliz! Tenho tudo o que eu preciso, nunca me faltou nada! Inclusive até ajudo outros mendigos quando posso!".
Sincero! Sem ironias! Inclusive compreendendo a minha impossibilidade de ajudá-lo respondendo: "Eu também, só dou quando tenho sobrando. Se não tenho não dou".
O questão é justamente a ausência de valor. Esse senhor não me sai da cabeça com seu belo ato de postura perante o mundo e as pessoas.
O fato é que em determinado momento, ele soltou a máxima: "Pois é, sou feliz! Tenho tudo o que eu preciso, nunca me faltou nada! Inclusive até ajudo outros mendigos quando posso!".
Sincero! Sem ironias! Inclusive compreendendo a minha impossibilidade de ajudá-lo respondendo: "Eu também, só dou quando tenho sobrando. Se não tenho não dou".
O questão é justamente a ausência de valor. Esse senhor não me sai da cabeça com seu belo ato de postura perante o mundo e as pessoas.
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