Pense no mar de universos paralelos que existem dentro de nós.
Pense em quantos homens existem na terra e que mesmo assim alguns lugares continuam inabitados.
Pense que você é do tamanho de um planeta aos olhos de uma formiga.
Agora volte e olhe ao redor: cada ser humano possui a capacidade de ser feliz, pelo simples fato de respirar vida!
Se estiver chovendo se entregue pras águas que correm de tão longe.
Se estiver sol, transforme o invisível em vitamina D.
Caminhe sem destino observando o teatro da vida: alguém chora, crianças brincam, a vida continua independente de você, mas você é uma pincelada importante nesse quadro.
Respire, respire muito e afaste o desespero em cada passo que der.
Espere o tempo passar.
Se ocupe, assim ele passará mais rápido.
Mas não se ocupe para se afastar da dor, pelo contrário: seja um surfista das ondas que correm pelas suas veias. Desafie-as com o respeito de um homem que teme o mar.
E quando estiver ocupado nas suas atividades, observe essas ondas como quem observa um mesmo líquido tomando diversas formas.
O tempo passará e você terá construído um castelo com as suas lágrimas tristes.
Será nesse espaço que a primavera fará as flores brotarem novamente.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
FORASTEIRO
Ao vagar pelos dias ao vagar pelas horas, ao ocupar o espaço-tempo de forma irregular e assimétrica, observo atrás de uma rosa murcha a clareza da inadequação enraizada dentro do meu peito. Como um anjo caído e sem memória. Como um pássaro sem saber onde semear. Atravesso a imaginação daqueles que sabem mais de mim do que eu mesma. Só me resta a coragem de seguir rumo ao infinito...
terça-feira, 19 de outubro de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
para conseguir domar qualquer coisa é preciso conseguir domar-se a si mesmo. somos sempre nosso maior perigo. e escolhemos nosso caminho. podemos escolher diariamente opções que nos levem gradualmente ao fracasso ou a vitória pessoais.
de qualquer forma existem animais indomáveis dentro dos seres humanos mais extraordinários e precisamos domá-los. domar nossos animais ferozes é fazê-los entender que existem momentos certos para exprimir-se de maneira instintiva. se aprisionarmos completamente nossos instintos, suicidamos nossa força vital. se os libertamos demais, suicidamos nosso intelecto e com ele nossa liberdade. é sempre um eterno consenso. negociação, amor e disciplina. assim é com o mundo. um eterno consenso entre nossas vontades e as forças maiores que incidem sobre nossos passos. todo dia.
de qualquer forma existem animais indomáveis dentro dos seres humanos mais extraordinários e precisamos domá-los. domar nossos animais ferozes é fazê-los entender que existem momentos certos para exprimir-se de maneira instintiva. se aprisionarmos completamente nossos instintos, suicidamos nossa força vital. se os libertamos demais, suicidamos nosso intelecto e com ele nossa liberdade. é sempre um eterno consenso. negociação, amor e disciplina. assim é com o mundo. um eterno consenso entre nossas vontades e as forças maiores que incidem sobre nossos passos. todo dia.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Asa Caída
Após as férias dessas minhas anotações, volto firme e forte.
O dia de hoje foi particularmente especial: o acaso me presenteou e despresenteou. Explico.
Abri a janela veneziana do quarto e encontro uma bexiga pink que me cumprimentou com um bom dia.
Dia vai, coisas a fazer e logo mais depois do almoço, depois do almoço ainda, quase fim de tarde recebo um despresente do acaso: uma borboleta preta morta no chão. Eu sei, parece chocante, mas a princípio foi apenas curioso. Poderia não tê-la visto e seguido a diante mas não restava nada além de interromper a trajetória e brecar com firmeza os passos largos e apaulistanados que adquiri.
O tempo parou. A princípio não pensei no fato como um despresente do acaso e sim me surpreendi apenas com a imobilidade das coisas. O tempo parou pra borboleta; também parei de respirar involuntariamente por um instante e a brisa parou de soprar, como se realmente o movimento tivesse estacionado para todos nós.
Pensei em levá-la embora comigo em um ato inconsequente - sabe quando as crianças arrastam tudo que encontram consigo? Pedra, terra, galhos, papeis de bala...bem dessa maneira quase a levei comigo.
Então percebi que ambas as asas da borboleta preta não tinham a parte de baixo. Só havia meia asa superior de cada lado. Por que ela foi punida? E porque não sobreviveu? Será que as metades de asas eram pesadas demais para carregar ao rastejar pelo chão como se a borboleta quisesse novamente ser lagarta? Ou a derradeira e mais triste opção: será que ela foi incapaz de adaptar-se a sua nova condição com suas asas ao alcance do chão?
Confesso que perdi o sono pensando sobre minhas asas nesse momento.
O dia de hoje foi particularmente especial: o acaso me presenteou e despresenteou. Explico.
Abri a janela veneziana do quarto e encontro uma bexiga pink que me cumprimentou com um bom dia.
Dia vai, coisas a fazer e logo mais depois do almoço, depois do almoço ainda, quase fim de tarde recebo um despresente do acaso: uma borboleta preta morta no chão. Eu sei, parece chocante, mas a princípio foi apenas curioso. Poderia não tê-la visto e seguido a diante mas não restava nada além de interromper a trajetória e brecar com firmeza os passos largos e apaulistanados que adquiri.
O tempo parou. A princípio não pensei no fato como um despresente do acaso e sim me surpreendi apenas com a imobilidade das coisas. O tempo parou pra borboleta; também parei de respirar involuntariamente por um instante e a brisa parou de soprar, como se realmente o movimento tivesse estacionado para todos nós.
Pensei em levá-la embora comigo em um ato inconsequente - sabe quando as crianças arrastam tudo que encontram consigo? Pedra, terra, galhos, papeis de bala...bem dessa maneira quase a levei comigo.
Então percebi que ambas as asas da borboleta preta não tinham a parte de baixo. Só havia meia asa superior de cada lado. Por que ela foi punida? E porque não sobreviveu? Será que as metades de asas eram pesadas demais para carregar ao rastejar pelo chão como se a borboleta quisesse novamente ser lagarta? Ou a derradeira e mais triste opção: será que ela foi incapaz de adaptar-se a sua nova condição com suas asas ao alcance do chão?
Confesso que perdi o sono pensando sobre minhas asas nesse momento.
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