Obrigada por tudo que eu aprendi contigo, aprendi:
Que a paz interior é o nosso maior presente, nem sempre conquistado no silêncio.
Que a sinceridade nos abre portas para a vida alegre.
Que os vinhos tintos são incríveis e bons pratos geram lindos sorrisos.
Que a família é tudo o que a gente tem de mais honesto, mesmo não sendo a opção mais fácil.
Que a seleção de músicas do pão de açúcar é a melhor para estar com quem a gente ama.
Que ao abrir os ouvidos para autores e músicos desconhecidos, eles podem ser os ferreiras gulares ou os marcelos camelos de amanhã.
Que só se abre portas se souber fechá-las.
Obrigada por tudo que estou aprendendo:
A não odiar quem estava ao seu lado enquanto eu sofria.
A não desejar o mal de quem eu amo apenas por não estar ao meu lado.
A respeitar o mar e o tempo presente, pois ambos levam coisas que não trazem de volta.
A ser menos impulsiva, sem me tornar depressiva por isso.
A aprender a me amar sem precisar ouvir isso de você para me certificar que é verdade.
A consultar a mim mesma para qualquer assunto, sem precisar te ligar para tomar decisões.
A não ter repulsa por tudo o que você manisfesta que não é relacionado a mim.
A ser menos egoísta e mesquinha em querer que você esteja ao meu.
Você é incrível e pode querer estar onde bem entender.
Só desejo que:
Você seja tão ou mais feliz do que no dia em que ganhou uma bicicleta adesivada do seu pai.
Você tenha mais sabedoria do que As Mil e Uma Noites
Você irradie mais continentes com o teu sorriso do que A Volta ao Mundo em 60 dias
Você tenha a mesma decisão no amor quanto o dia em que arrastou inocentemente a sua amiguinha de colégio pra sua casa
Você permaneça com o seu sorriso mais sincero e sua voz mais doce.
Sou eternamente grata por tudo o que vivemos.
Com certeza seria menos eu mesma sem essa experiência.
E com mais certeza ainda seria menos feliz e alegre também.
Sempre penso no fim do nosso relacionamento com muita tristeza. Em seguida, com um pouco de lucidez, penso que muitas pessoas viveram muitas vidas sem saber do que estamos falando.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Hoje acordei pra viver esse dia feliz!
Bem feliz, porque meu amor passou aqui, mas mais feliz porque estou livre e livre permanecerei. Quero amar o que eu puder e tudo o que eu amo agora é você.
Mas como digo sempre e volto a dizer: há coisas que não posso fazer por você. Se nem mesmo todo o meu amor – que não caberia em toda Baía de Guanabara, nem em todos os penhascos juntos, mas talvez coubesse em todas as águas do Rio São Francisco – é suficiente pra que você desfrute disso se não houver algum amor por si próprio. Que consegue (por se amar e se conhecer tanto) perceber no olhar do outro a sinceridade. Desculpe meu amor, isso que você sente pode até ser amor, mas amor que precisa ser polido, como um diamante que se tira da pedra bruta. Se eu pudesse extrair essa beleza, ah se eu pudesse... Mas infelizmente não posso. É você quem deve fazê-lo antes de ofertá-lo a mim. Pois se isso não for feito, a poeira se aloja pelos cantos e mais tempo menos tempo a dificuldade de amar puramente aumenta.
Tentar encontrar pêlo em ovo pra desfazer a mágica fantástica de um momento que de tão banal – apenas um café da manhã – se torna lindo, de dimensões imensuráveis como um orvalho em folha, pra mim é perda de tempo e principalmente, é mais uma vez a negação do amor que bate incessantemente na sua porta e você insiste em não abrir com argumentos absurdos. Absurdos, pois dizem respeito ao passado, este que não existe mais. E não é qualquer alusão ou lembrança dele que o trará de volta. Ele passou como as janelinhas na boca de uma criança que vão embora quando os dentes novos nascem. Esse vazio não freqüenta mais minhas lembranças... Já freqüentou o bastante pra eu montar esse quebra cabeça de fatos e estórias, compreender o seu funcionamento e emoldurá-lo, assim como se emoldura uma paisagem e a esquece pendurada numa parede. A imagem de uma paisagem na parede é apenas uma compreensão do que a realidade foi um dia, como uma foto, tudo parou no dia que eu compreendi. E jamais um quadro de rio poderá ter a brisa que a beira de rio deu no dia em que esta foi tirada. Da mesma forma, essa compreensão dos fatos passados jamais terá o frescor da memória recente. Eles ficaram emoldurados na minha memória, esquecidos em um quarto de estórias empoeiradas que não fazem o menor sentido.
Portanto não deixe que os fantasmas e as lembranças paralizadas no tempo te imobilizem pra descobrir a si próprio e descobrir todo amor que você tem a ofertar: tanto a você quanto a mim.
Mas como digo sempre e volto a dizer: há coisas que não posso fazer por você. Se nem mesmo todo o meu amor – que não caberia em toda Baía de Guanabara, nem em todos os penhascos juntos, mas talvez coubesse em todas as águas do Rio São Francisco – é suficiente pra que você desfrute disso se não houver algum amor por si próprio. Que consegue (por se amar e se conhecer tanto) perceber no olhar do outro a sinceridade. Desculpe meu amor, isso que você sente pode até ser amor, mas amor que precisa ser polido, como um diamante que se tira da pedra bruta. Se eu pudesse extrair essa beleza, ah se eu pudesse... Mas infelizmente não posso. É você quem deve fazê-lo antes de ofertá-lo a mim. Pois se isso não for feito, a poeira se aloja pelos cantos e mais tempo menos tempo a dificuldade de amar puramente aumenta.
Tentar encontrar pêlo em ovo pra desfazer a mágica fantástica de um momento que de tão banal – apenas um café da manhã – se torna lindo, de dimensões imensuráveis como um orvalho em folha, pra mim é perda de tempo e principalmente, é mais uma vez a negação do amor que bate incessantemente na sua porta e você insiste em não abrir com argumentos absurdos. Absurdos, pois dizem respeito ao passado, este que não existe mais. E não é qualquer alusão ou lembrança dele que o trará de volta. Ele passou como as janelinhas na boca de uma criança que vão embora quando os dentes novos nascem. Esse vazio não freqüenta mais minhas lembranças... Já freqüentou o bastante pra eu montar esse quebra cabeça de fatos e estórias, compreender o seu funcionamento e emoldurá-lo, assim como se emoldura uma paisagem e a esquece pendurada numa parede. A imagem de uma paisagem na parede é apenas uma compreensão do que a realidade foi um dia, como uma foto, tudo parou no dia que eu compreendi. E jamais um quadro de rio poderá ter a brisa que a beira de rio deu no dia em que esta foi tirada. Da mesma forma, essa compreensão dos fatos passados jamais terá o frescor da memória recente. Eles ficaram emoldurados na minha memória, esquecidos em um quarto de estórias empoeiradas que não fazem o menor sentido.
Portanto não deixe que os fantasmas e as lembranças paralizadas no tempo te imobilizem pra descobrir a si próprio e descobrir todo amor que você tem a ofertar: tanto a você quanto a mim.
sábado, 9 de abril de 2011
OK
Ok
Eu não preciso ficar mais magra
Nem mais rica
Nem mais jovem
Nem mais velha
Nem mais realizada profissionalmente
Nem mais mãe
Nem mais dona de casa
Nem mais amante
Nem mais mulher
Nem mais viajante
Para ser feliz agora.
Eu não preciso esperar segunda feira para tentar parar de fumar
Nem o Natal pra dizer Eu Te Amo
Nem o Ano Novo para jogar no fundo do mar o que eu não quero mais.
Se eu quiser,
E só se assim eu bem entender,
Se eu decidir
E só se assim for acordado
Entre eu e eu mesma
Agora pode ser minha segunda feira, meu ano novo, meu natal, meu eu te amo, minha abstinência de tabaco...
Todos os meus sonhos podem começar a ser realizados agora:
Posso ser trapezista, capoeirista, malabarista, umbandista, petista, diplomata, kardecista, otorrinolaringologista, médica obstetrícia...
Posso ser feliz!
Agora.
Eu não preciso ficar mais magra
Nem mais rica
Nem mais jovem
Nem mais velha
Nem mais realizada profissionalmente
Nem mais mãe
Nem mais dona de casa
Nem mais amante
Nem mais mulher
Nem mais viajante
Para ser feliz agora.
Eu não preciso esperar segunda feira para tentar parar de fumar
Nem o Natal pra dizer Eu Te Amo
Nem o Ano Novo para jogar no fundo do mar o que eu não quero mais.
Se eu quiser,
E só se assim eu bem entender,
Se eu decidir
E só se assim for acordado
Entre eu e eu mesma
Agora pode ser minha segunda feira, meu ano novo, meu natal, meu eu te amo, minha abstinência de tabaco...
Todos os meus sonhos podem começar a ser realizados agora:
Posso ser trapezista, capoeirista, malabarista, umbandista, petista, diplomata, kardecista, otorrinolaringologista, médica obstetrícia...
Posso ser feliz!
Agora.
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