Toda mente humana possui um espaço físico ilimitado. Como tudo o que é ilimitado é recorrente, obssessivo e portanto, eterno.
Assim, coincidências acontecem e podem ecoar repetidas vezes na história do tempo, como um desastrado que sempre quebra um copo no mesmo canto da pia ou uma de tantas mulheres que (in)voluntariamente pela manhã ingerem seu comprimido anti-reprodutivo; assim coincidências se repetem dentro da mente humana como alguém que sonha um sonho já sonhado ou vê suas próprias facetas em forma de outros animais humanos, com nomes, endereços e vontades.
No fim das contas, se olharmos pro fundo do nosso abismo como alguém que desfoca a visão ou olha pras estrelas veremos que tudo é nada, que a eternidade é so isso mesmo, esse momento esse suspiro...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Entre Mulheres e Peixes
Sonhamos no mar com raízes nas quais possamos caminhar. Em terra nos entediamos: muito calor, muito sol, muito silêncio. E a cada onda que bate é um convite. Caminho até a beira e com a ponta dos pés atravesso as águas. Me encontro. Nado e esqueço. Encontro a felicidade e numa gargalhada - profunda e escancarada - morro afogada. Experimento a morte me lembrando de que havia esquecido que o perigo mora no prazer. E que só em terra firme posso sorrir.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Homenagem ao Samba
Silêncio
Minha alma quer descansar
já nem sei mais se peço muito
Cada passo que dei
não é nada a partir de agora
mas é dos restos
das lembranças boas
que recomeço
A paz de estar em paz
consigo mesma só acontece
após todo o caos
toda a mágoa
e todo o perdão.
Silêncio
A vida, o que é mesmo?
Tanta expectativa
tanto sonho, tanta lucidez
os dias passam depressa demais
Quero estar em paz e em boa compania
tanta ilusão, tanta agonia
Quero a paz dos inocentes
mais ainda, a paz da vida vivida
Da alegria
de estar só.
Silêncio
Quero a calma dos budas que meditam
pela paz de todos
Como acordar de um sonho?
Como levar a vida?
Sozinha o mundo é grande demais.
Esquecer dos problemas banais
é calcular o futuro em atos e palavras.
Organizar o pensamento
e lembrar que tudo é simples
Que toda a culpa é fruto da curiosidade
eterna de tentar se encaixar
se encontrar perante tantos
perante todas de mim.
Silêncio
Agora quem fala sou eu, dona de mim
e de tantas poucas posses:
paraliso perante as vontades.
Querer mudar o mundo é um problema
a aqueles que sem conseguir mudar a si
próprios, encontram-se frustrados.
Mas não há frustração pérto do sol e do mar.
daquela boa e velha rede de deitar
do riso de uma criança
Não quero mais ser essa dispersão de medos
Quero ser um ponto fixo
um ponto de força
Um lugar
de amor e de respeito.
Minha alma quer descansar
já nem sei mais se peço muito
Cada passo que dei
não é nada a partir de agora
mas é dos restos
das lembranças boas
que recomeço
A paz de estar em paz
consigo mesma só acontece
após todo o caos
toda a mágoa
e todo o perdão.
Silêncio
A vida, o que é mesmo?
Tanta expectativa
tanto sonho, tanta lucidez
os dias passam depressa demais
Quero estar em paz e em boa compania
tanta ilusão, tanta agonia
Quero a paz dos inocentes
mais ainda, a paz da vida vivida
Da alegria
de estar só.
Silêncio
Quero a calma dos budas que meditam
pela paz de todos
Como acordar de um sonho?
Como levar a vida?
Sozinha o mundo é grande demais.
Esquecer dos problemas banais
é calcular o futuro em atos e palavras.
Organizar o pensamento
e lembrar que tudo é simples
Que toda a culpa é fruto da curiosidade
eterna de tentar se encaixar
se encontrar perante tantos
perante todas de mim.
Silêncio
Agora quem fala sou eu, dona de mim
e de tantas poucas posses:
paraliso perante as vontades.
Querer mudar o mundo é um problema
a aqueles que sem conseguir mudar a si
próprios, encontram-se frustrados.
Mas não há frustração pérto do sol e do mar.
daquela boa e velha rede de deitar
do riso de uma criança
Não quero mais ser essa dispersão de medos
Quero ser um ponto fixo
um ponto de força
Um lugar
de amor e de respeito.
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